Sobre

Este blog serve ou tenta servir para alimentar a imaginação de todos. As ideias servem para ser usadas por quem queira, podem ser usadas na íntegra ou melhoradas ou ainda como base para algo diferente. O objectivo é viver, criar e procurar sempre a felicidade.

A ideia deste blog surgiu após uma noite romântica com uma ideia talvez não original mas bem conseguida. Essa noite fez-me recordar outras tantas aventuras, senão mesmo delírios, que vivi e ainda vivo ao longo destes anos. Assim deixo aqui neste espaço e para terem uma melhor ideia do que se pretende uma das minhas primeiras histórias.

Nota: Não só de coisas românticas se falará neste espaço.

Tinha eu 18 anos e lembro-me que poucos minutos antes me tinha despedido da minha namorada de então que não estava nos seus dias. Enquanto percorria o caminho para casa deixei a imaginação fluir. Cheguei a casa e peguei em seis folhas de papel cavalinho de formato A3, nos lápis de cera e na fita-cola. Fechei-me na casa de banho e pus-me ao trabalho. Em cada folha desenhei uma enorme letra, cada uma de sua cor, até formar a palavra AMO-TE. Depois de pintadas as letras e as folhas ligadas através de fita-cola, foi altura de dobrar tudo direitinho e ir jantar. Antes de sair de casa lembrei-me que precisava de levar algo para prender aquele cartaz improvisado à parede, ora descobri nas minhas ferramentas uma fita isoladora que se viria a revelar uma péssima escolha. O caminho até casa dela foi feito a passo acelerado, talvez dominado pela ansiedade do momento não sei, sei que demorei pouco a chegar a casa dela. Dirigi-me às traseiras e logo começaram os problemas, primeiro estava muito vento, segundo a parede era rugosa e a fita não aderia. O plano era afixar o cartaz na parede e telefonar para casa dela. Ora se o cartaz não ficava na parede, não havia telemóveis como iria eu fazer? Resolvi começar a assobiar enquanto tentava colar o cartaz na parede, a situação para quem estivesse a ver deveria ser cómica, e os assobios resultaram, já havia vários vizinhos à janela e nada da minha namorada. Foi então que a minha sorte mudou, sorte que eu costumo dizer que nunca me abandona a não ser quando eu faço mesmo por isso. Já em desespero olhei novamente para a janela dela e vi-a perplexa a observar a cena, então peguei no cartaz e abrindo-o todo ao comprimento dos meus braços aproximei-me. Parei mesmo diante a janela e tanto ela como alguns vizinhos dos prédios próximos puderam ler a mensagem, e esta foi então entregue à sua destinatária. Entretanto o vento levou o cartaz, e no dia seguinte fui obrigado a ir às silvas procurar pelo dito cartaz.

É verdade, ela não foi à janela por causa dos poucos assobios, tinha lá ido deixar os sapatos.

Há pessoas definitivamente com sorte!

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